Ninguém quer ser “baixinho”

Atualizado: 3 de Dez de 2020






A estatura é um dos atributos físicos mais valorizados pela nossa sociedade, afinal ninguém quer ser “baixinho”. É normal que as famílias fiquem preocupadas com a altura de seus filhos, principalmente quando eles são mais baixos que os colegas da mesma idade.

A estatura é determinada por fatores genéticos (estatura dos pais), fatores hormonais e por fatores externos. Além disso, a prática esportiva, alimentação adequada e a rotina de sono da criança são fatores que também influenciam diretamente no crescimento.

Por que o sono é importante?

É importante ter descanso adequado, pois é durante no sono noturno que ocorrem os picos de liberação do hormônio do crescimento.

A estatura média do brasileiro é 1,65 m. Toda criança com suspeita de baixa estatura deve ser avaliada com exame clínico, de imagem e laboratório, visando afastar patologias.

Você sabia que hoje é possível, na avaliação inicial – apenas com dados simples como estatura atual, idade cronológica e fator multiplicador para a idade (tabela) – fazer uma projeção da estatura final da criança com o método chamado de multiplicador de Paley?

Com relação a exames importantes, a idade óssea é fundamental (raio x da mão e punho para determinar que a capacidade das regiões de crescimento respondam ao estímulo), sendo determinante no prognóstico.

Em meninas, um dado muito importante é a idade da menarca (primeira menstruação). Quanto mais cedo, menor será o tempo de crescimento. A menarca representa a fase de estirão do crescimento da adolescência que dura de 1 ano e meio a dois anos após a primeira menstruação.

Já nos meninos, o estirão ocorre entre os 13 e 16 anos de idade. Geralmente crianças consideradas baixas inicialmente, podem recuperar espontaneamente o crescimento próprio para a idade.

Dessa forma, se a previsão da estatura final na maturidade esquelética for abaixo da média da população, podemos, com tratamento adequado, mudar a história natural e aumentar a estatura final da criança.

É importante ressaltar que, mesmo com tratamento, nós não podemos escolher a altura dos filhos. O tratamento apenas fornece condições para que a criança alcance sua capacidade máxima de crescimento.

Para tratar, a equipe deverá ser multidisciplinar e envolve o pediatra, ortopedista pediátrico e endocrinologista.

Existe cirurgia para crescer?

Sim. São os alongamentos ósseos. Trata-se de cirurgia complexa, que consiste na colocação de aparelhos fora do osso, presos com pinos (fixadores externos), que permitem o crescimento de 1 mm/dia. Podemos atingir com bastante segurança 6 cm de alongamento em cada osso. Se utilizado em fêmur (coxa) e tíbia (perna), podemos ganhar de 10 a 12 cm de estatura.

Parece animador, porém, é um tratamento prolongado e a indicação tem que ser precisa. Não é usado por questões meramente estéticas. O importante é que, altos ou baixos, nossas crianças tenham saúde.




Dr. Maurício Rangel é formado em Medicina pela Faculdade Souza Marques (1994) e médico Ortopedista Pediátrico. Trabalha atualmente em consultórios com atendimento ambulatorial e cirurgias ortopédicas pediátricas eletivas. Especialista em diversas patologias musculoesqueléticas em crianças e adolescentes e cirurgias relacionadas.

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