O que é Autismo?


Muitos têm para si que o autismo é uma doença, mas na realidade ele é um transtorno global do desenvolvimento.  Para facilitar o entendimento de vocês, explicarei o que é transtorno e o que é doença.


Transtorno caracteriza um desajuste neurológico e possui origem biológica. Ou seja, você não adquire um transtorno, não “pega” um transtorno, ele nasce com você. A forma de desenvolvimento varia de acordo com o “tipo de transtorno”. Envolve um conjunto de sintomas que tendem a acarretar dificuldades no desenvolvimento social e prejuízos psíquicos.


Já uma doença pode ser provocada tanto por agentes internos (má formação genética, doença autoimune), quanto por agentes externos (vírus, bactérias,  estresse) e, em alguns casos, tem potencial de transmissão. Uma doença é um desequilíbrio da saúde física, mental ou emocional de um organismo vivo.


Cabe ressaltar que a partir do DSM 5 (manual utilizado por profissionais da área de saúde, com critérios de diagnóstico para várias transtornos, doenças, síndromes, distúrbios e tudo de ordem mental), a Síndrome de Aspeger passa a fazer parte dos Transtornos do Espectro Autista (TEA), pois englobam uma mesma base. Sendo assim, deixa de ser caracterizada como uma síndrome.


Sabemos que o Transtorno do Espectro Autista tem origem biológica mas ainda não são claras as causas. Existem muitas teorias a cerca do tema, mas nenhuma pode ser considerada verdade absoluta. Trata-se de um desvio no desenvolvimento do cérebro, que manifesta, normalmente, desde os primeiros meses de vida. Esse desvio se caracteriza por comprometimento na comunicação e interação social, com padrões de comportamento mais restritos e repetitivos (em fala, comportamento,  atividades e interesse).


Embora o comprometimento nessas áreas seja compartilhado por todas as pessoas autistas, a intensidade e a maneira como cada área será afetada e forma como vão se manifestar os sintomas irá variar de pessoa para pessoa. Alguns terão comprometimento severo, podendo perceber de forma clara. Outros podem ter uma manifestação tão sutil que passe desapercebido. Pode ser que os sinais sejam marcantes no início da vida e amenizem no decorrer do desenvolvimento e o oposto pode acontecer também.


Com tratamento adequado e precoce as características do TEA podem ser amenizadas e o desenvolvimento da criança, algumas vezes, atinge o padrão típico. Os sinais do transtorno já podem ser notados nos primeiros meses, porém a partir dos 3 anos de idade passam a se intensificar. O tratamento deve ser iniciado tão logo seja dado o diagnóstico. Não espere a criança completar 3 anos para só então iniciar, isso pode ser prejudicial para o desenvolvimento. Quanto mais cedo é iniciado o tratamento mais chances temos de atenuar os sintomas e causar menos impacto na vida da criança com o transtorno.


Receber o diagnóstico do TEA é desestruturante para muitas famílias. Permitam-se chorar, ficarem tristes e até mesmo com raiva, mas não deixe que o medo em relação a esse transtorno o afaste de seu filho. Lembrem-se: toda jornada tem suas dificuldades, independente de qualquer diagnóstico, mas se estiver difícil lidar com a situaça busque ajuda profissional. Não só para o seu pequeno, mas para confortar e empoderar você, pai ou mãe. É essencial que a família encontre suporte.


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Juliana Pellegrino, Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2010). É Gestalt-terapeuta pelo Centro de Gestalt-Terapia Sandra Salomão e Terapeuta Familiar Sistêmica Breve pelo Núcleo Pesquisas – Moisés Groisman. Trabalha como Psicoterauta individual de crianças, adolescente e adultos e também faz atendimento familiar e de casal. Trabalha atualmente com intervenção precoce em crianças com desvios no desenvolvimento, com o foco em crianças com possível risco autístico ou já diagnosticadas autistas. Também realiza Grupos Terapêuticos Infantis (enfoque na melhoria de habilidades sociais e estimulo de desenvolvimento) e Grupos Terapêuticos de Adultos (os temas variam de acordo com a demanda, por exemplo: Grupo de apoio à mães de crianças especiais).

Consultório: Largo do Machado, Rio de Janeiro – Brasil

Telefone para contato: (21)98320-4159

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