Escoliose e mochilas escolares: mitos e verdades

Atualizado: 3 de Dez de 2020





Olá, queridos pais e mães.

Quantos de vocês já não fizeram essas perguntas:

“Qual o peso ideal do material escolar sem sobrecarregar a coluna do meu filho?”; “Será que a mochila pendurada em um dos ombros não vai entortar a coluna?” “É melhor a mochila nos ombros ou a de rodinha?”

À medida que a criança cresce, a demanda de material escolar aumenta. Para que não haja comprometimento da coluna vertebral, é recomendado que o peso da mochila não ultrapasse 10% do seu peso corporal, assim não haverá sobrecarga mecânica e dor. Mochilas de rodinha são indicadas toda vez que o peso for maior do que o recomendado.

A escoliose é um desvio lateral da coluna e não é causada pelo peso do material escolar. Estudos comparativos entre crianças que só usam mochila pesada em apenas um dos ombros com as que não usam, revelam que a incidência de escoliose é igual para ambos os grupos. Provando dessa forma, que o peso não tem relação com a escoliose.

Existem algumas causas definidas de escoliose, como, por exemplo, as congênitas – onde as vértebras nascem mal formadas e levam ao crescimento assimétrico da coluna, deformando-a progressivamente. Porém, as escolioses mais comuns são as idiopáticas (sem causa definida).

“Quando devo me preocupar com a coluna do meu filho?”.

Sempre que você observar um desnível na altura dos ombros (um ombro mais alto que o outro) ou desnível na cintura. Professores de creche, de educação física e pediatras, geralmente são atentos a isso e costumam ser os primeiros a notarem a deformidade. É importante que vocês, papais e mamães, também fiquem atentos.

Escoliose geralmente é visto em meninas jovens, antes da primeira menstruação. Os meninos não estão livres, porém a ocorrência é bem menos frequente. Um dado importante é que escoliose não dói, só deforma. Criança que apresenta escoliose e dor deve ser vista o mais rápido possível, porque provavelmente, não se trata de escoliose isoladamente. Outros diagnósticos associados deverão ser investigados.

Outro ponto importante é que, às vezes, o que parece escoliose lombar, na verdade, é curva secundária a uma desigualdade no comprimento das pernas (uma maior que outra), gerando desnível na cintura e parecendo escoliose. Nesses casos, o tratamento deve ser direcionado para corrigir o tamanho das pernas. Uma boa avaliação médica, com exame físico e de imagem adequado, será suficiente para conclusão diagnóstica.

“Toda escoliose é progressiva?”

Nem todas. Existem as posturais, que não progridem, porém, aquelas com características progressivas precisam de tratamento e acompanhamento constante. São várias as formas de tratamento. Vão desde exercício físico, RPG, uso de coletes, até cirurgia. Cada caso deve ser avaliado individualmente, porque diversos fatores precisam ser levados em consideração para cada indicação.

Notou algum desvio na coluna do seu filho, procure logo o atendimento. Não deixe para depois. Quanto mais cedo ele for visto, melhores serão os resultados do tratamento. Fiquem atentos!




Dr. Maurício Rangel é formado em Medicina pela Faculdade Souza Marques (1994) e médico Ortopedista Pediátrico. Trabalha atualmente em consultórios com atendimento ambulatorial e cirurgias ortopédicas pediátricas eletivas. Especialista em diversas patologias musculoesqueléticas em crianças e adolescentes e cirurgias relacionadas.

Consultório: Barra Life

Av. Armando Lombardi, 1000 – sala 231, bloco 2, Barra da Tijuca | Rio de Janeiro

Telefone para contato: 3264-2232/ 3264-2239



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