Luxação congênita do joelho





Trata-se de uma patologia rara, que acomete o recém-nascido e que manifesta-se por um recurvato do joelho ou hiperextensão.

A maioria dos casos apresenta outras deformidades congênitas, sendo a luxação congênita do quadril uma frequente associação.

É mais comum em meninos e em 20% dos casos é bilateral.

A causa é desconhecida e o achado patológico mais frequente vem a ser o encurtamento do quadríceps (músculo da coxa), impedindo a flexão normal do joelho do recém-nascido.


Vejam a postura dos joelhos em hiperextensão ou recurvato.



No exame físico, o que chama a atenção é a impossibilidade de fletir o joelho da criança, ou seja, o joelho é rígido em hiperextensão.

Nas crianças que apresentam hiperextensão, porém com flexão livre e completa, estaremos diante de deformidade em recurvato postural do joelho com ótimo prognóstico para recuperação espontânea.

Os casos de deformidades rígidas, em que a flexão passiva do joelho é difícil, são os de pior prognóstico exigindo tratamento mais agressivo.

Com relação aos exames de imagem, é muito importante fazer uma radiografia simples do joelho e em alguns casos ultrassonografia articular.




O tratamento deve ser iniciado precocemente visando alongamentos do quadríceps (músculo da coxa), ganho de flexão progressivo do joelho sendo realizado com manipulações e imobilizações gessadas a intervalos semanais.

Os casos com boa resposta ao tratamento, conseguem ganhar flexão, quando então, o tratamento é modificado para o uso do suspensório de pavlik para manutenção da flexão obtida.



Os casos refratários ao tratamento conservador, serão aqueles de indicação cirúrgica ortopédica, onde realizamos a redução aberta da articulação com alongamento cirúrgico do músculo quadríceps e capsulotomia anterior do joelho.

O prognóstico a longo prazo é bom, com a correção sendo obtida, permitindo a marcha independente da criança.


Algumas crianças necessitam de órteses pós-operatório, por tempo indeterminado, na dependência da estabilidade ligamentar após a correção ter sido obtida.

Casos que mantém instabilidade ligamentar permanente, após a correção da luxação, serão candidatos à reconstrução ligamentar em idade apropriada.




Um abraço a todos!


Dr. Maurício Rangel é formado em Medicina pela Faculdade Souza Marques (1994) e médico Ortopedista Pediátrico. Trabalha atualmente em consultórios com atendimento ambulatorial e cirurgias ortopédicas pediátricas eletivas. Especialista em diversas patologias musculoesqueléticas em crianças e adolescentes e cirurgias relacionadas.

Consultório: Barra Life

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