Autismo: Medicalização e Excesso de Terapia



Tenho recebido muitos pacientes na clínica perguntando sobre diagnósticos de crianças de 2 até 5 anos com autismo. Algumas destas crianças tiveram o diagnóstico confirmado pelo neurologista e pelo psiquiatra, e a partir daí começa a indagação:


"Qual a melhor idade para levar meu filho (minha filha) no psiquiatra? Apenas o diagnóstico com o neurologista já é válido? Mas o médico passou muitos remédios. Devo medicalizar meu filho (filha), mas a criança tem apenas 2, 3 anos. Quando devo começar a medicação? E os efeitos colaterais que toda medicação tem?"

Com essas indagações, eu, como terapeuta ocupacional, gosto de trabalhar com atividade e observar como está o desempenho da criança não apenas na escola, mas na vida como um todo: na vida familiar, nas atividades de vida diária com a alimentação, vestuário, higiene e no brincar.


Será que a medicalização não deveria ser para os pais?


Sim, os pais com sua vida atarefada, tendo que dar conta das tarefas dos trabalhos, domésticas e ainda uma criança com todas suas particularidades e singularidades. Porque medicar uma criança com drogas e dificultando a retirada mais tarde? Além da medicalização, tem os pais e responsáveis que querem correr contra o tempo para progredir na evolução de inúmeras terapias.


O crescimento de pesquisas na área farmacológica e nos tratamentos de neurociências proporcionou excelentes avanços em medicações de última geração e terapias de diferentes nomes.


Vale ressaltar que a criança precisa ser criança. Precisa ter tempo entre uma terapia e outra. Precisa criar imunidade com o próprio organismo e não com vitaminas artificiais e medicamentos que relaxam o corpo. Existem formas de “enganar” o organismo para ganharmos mais imunidade, cansar sem precisar tomar calmante e ter um intervalo entre uma terapia para escolher uma brincadeira ou brinquedo que lhe dê prazer.



Por

Jaqueline Mourão, Terapeuta Ocupacional,  graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizo atendimentos em crianças com sequelas neurológicas, síndrome de Down, autismo e atraso no desenvolvimento motor, cognitivo, sensorial e dificuldade de aprendizagem que dificulta o desempenho ocupacional na realização das atividades de vida diária. Durante os atendimentos sou adepta a prática da integração sensorial como técnica de estimulação e desenvolvimento do sistema vestibular, proprioceptivo e sensorial como forma de reduzir as sequelas e os estímulos exacerbados do meio. Faço parte do Movimento Pró vida, em defesa dos nascituros, da intra e pós uterina, desde a concepção até o nascimento e desenvolvimento do recêm –  nascido. Estou em constante defesa diante de apresentações e exposições orais da inclusão escolar e como a terapia ocupacional pode e deve colaborar e intervir durante o processo de inclusão escolar.

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