O fêmur curto congênito: conheça a patologia



Trata-se de uma patologia de origem congênita e que caracteriza-se pela diminuição do tamanho do fêmur (osso da coxa), podendo apresentar deformidades associadas e até ausência parcial do osso.

Chamamos de fêmur curto congênito quando o osso da coxa é curto mas sem alteração no seu formato. Quando estamos diante de uma criança que tem o fêmur curto, porém, com alterações no seu formato ou com ausência parcial do osso, a nomenclatura passa a ser de deficiência femoral focal proximal.

O quadro clínico:

Visto no recém-nascido que apresenta a coxa encurtada, o quadril em atitude de rotação externa e o grande encurtamento do membro inferior faz com que o pé do lado curto esteja na altura do joelho do lado normal.

Existem diversas formas de apresentação que precisam ser classificadas com a combinação de exame físico ortopédico e exame de imagem.




Os exames de imagem visam analisar:

– Formato do quadril e se existe displasia desta articulação, ou seja, se a cabeça femoral está ossificada ou não e se o teto da articulação está normalmente formado ou insuficiente.

– Formato do osso, principalmente na sua extremidade próxima ao quadril, onde podemos ter anormalidades, conhecida como coxa varo, onde há diminuição no ângulo entre a cabeça do fêmur e o colo femoral com limitação no movimento do quadril da criança, principalmente da abertura do quadril.

Na consulta devem ser analisados ainda o formato dos joelhos, pois é comum a criança apresentar deformidade em valgo do joelho (joelho virado para dentro). A patela, osso da frente do joelho deve ser palpada e analisada quanto a sua estabilidade durante a mobilidade articular.

Os exames de imagem visam analisar:

– Formato do quadril e se existe displasia desta articulação, ou seja, se a cabeça femoral está ossificada ou não e se o teto da articulação está normalmente formado ou insuficiente.

– Formato do osso, principalmente na sua extremidade próxima ao quadril, onde podemos ter anormalidades, conhecida como coxa varo, onde há diminuição no ângulo entre a cabeça do fêmur e o colo femoral. Apresenta limitação no movimento do quadril da criança, principalmente da abertura do quadril.

Na consulta devem ser analisados ainda o formato dos joelhos, pois é comum a criança apresentar deformidade em valgo do joelho (joelho virado para dentro). A patela, osso da frente do joelho deve ser palpada e analisada quanto a sua estabilidade durante a mobilidade articular.

O exame físico ligamentar também é um ponto importante a ser avaliado, pois é frequente a criança apresentar ausência do ligamento cruzado anterior e franca instabilidade do joelho ao exame físico. Além disso, o pé do lado curto também deve ser examinado quanto a ausência de raios laterais e a mobilidade do tornozelo.



O tamanho do encurtamento na maturidade esquelética:


Pode ser estimado na primeira consulta através do método multiplicador de Paley onde, medimos o encurtamento atual e usamos a tabela multiplicadora de acordo com a idade da criança.

O tratamento:


Depende dos diversos fatores citados acima e tem por objetivo a recuperação do comprimento do membro curto seja por procedimento de alongamento ósseo ou através de prótese de extensão.

As possibilidades cirúrgicas:


– Correção da deformidade do fêmur e acetábulo (quadril), através de osteotomia femoral de realinhamento associado à osteotomia periacetabular;

– Correção da instabilidade patelar, quando presente;

– Alongamento ósseo;

– Epifisiodese (cirurgia que visa inibir o crescimento do membro longo, feita em momentos adequados);

– Cirurgias de salvamento que visam preparar o membro inferior para utilização de prótese de extensão.




Conclusões:


Deficiência femoral focal proximal é uma patologia com diversas formas de apresentação. O tratamento é prolongado, com várias etapas e que visam oferecer um membro inferior funcional para as atividade diárias, seja através de procedimentos reconstrutivos como os alongamento ósseos ou através da adaptação de próteses de extensão em pacientes com formas graves da doença, onde os alongamentos não têm indicação.



Um abraço a todos!


Dr. Maurício Rangel é formado em Medicina pela Faculdade Souza Marques (1994) e médico Ortopedista Pediátrico. Trabalha atualmente em consultórios com atendimento ambulatorial e cirurgias ortopédicas pediátricas eletivas. Especialista em diversas patologias musculoesqueléticas em crianças e adolescentes e cirurgias relacionadas.

Consultório: Barra Life

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