Quando meu filho precisa de Terapia Ocupacional?



Vejo que muitas pessoas não sabem quando devem procurar um Terapeuta Ocupacional, por isso separei algumas perguntas para você responder antes de explicar o que fazemos e como atuamos:

  1. Meu bebê está com reflexos e reações atrasadas para o desenvolvimento neuromotor e sensorial? (Não sustenta a cabeça, não rola, não engatinha, apresenta dificuldade em reconhecer estímulos visuais e auditivos?

  2. Parece desajeitado ou descoordenado em seus movimentos?

  3. Tem dificuldades em ter novas idéias para brincar ou em saber como brincar com os brinquedos e com os outros? Parece não gostar do brincar?

  4. Cai frequentemente e tem tendência a tropeçar e bater nas coisas?

  5. Parece ter problemas em focar os olhos em objetos em movimento?

  6. Não consegue manter-se sentado direito na cadeira?

  7. Confunde esquerda/direita ou as noções cima/baixo?

  8. Vira todo o corpo para conseguir alcançar um objeto?

  9. Demonstra uma preensão imatura (ato de prender algo)? Tem dificuldades em pegar no lápis?

  10. Faz muita ou pouca pressão do lápis no papel?

  11. Tem dificuldades em cortar? Tem dificuldade em cortar por cima das linhas ou colar imagens no local correto?

  12. Tem uma escrita desorganizada? Tem dificuldade no espaçamento das letras, respeitarem as margens?

  13. Tem uma escrita ilegível?

  14. Tem dificuldades em pintar dentro dos contornos?

  15. Parece extremamente sensível ao som? Os barulhos de pessoas e objetos distraem-no de tal forma que não consegue terminar as tarefas?

  16. Tem dificuldade em montar quebra-cabeças ou fazer construção de blocos?

  17. Tem dificuldades em vestir-se, lavar as mãos, utilizar o garfo e a faca simultâneamente?

  18. Não consegue abotoar botões das camisolas, abrir camisolas com fechos e/ou fazer o laço no sapato?

  19. Está sempre desatento, não se mantêm sentado, procura todo o tipo de objetos?

  20. Tem dificuldade em realizar movimentos de forma fluida e ritmada?

  21. Tem dificuldade em tarefas como atirar uma bola, correr, saltar, pular?

Se você respondeu sim para uma ou mais questões, é importante que procure um terapeuta ocupacional e realize uma avaliação com o seu filho. Quanto mais cedo o atendimento for realizado, melhor será trabalhado o desempenho da criança, diminuindo os comprometimentos no futuro.


Afinal, o que é a Terapia Ocupacional e para que ela serve?


Sendo a Terapia Ocupacional a profissão responsável para trabalhar a autonomia e independência nas atividades do cotidiano, de forma que a criança consiga realizar funcionalmente as atividades na escola, em casa, na comunidade, na hora de brincar, de se vestir, da higiene, da alimentação, do aprendizado, na escrita e na melhora ou manutenção da coordenação motora como: andar, correr, saltar, e estratégias de comunicação com utilização de símbolos pictográficos e utilização da comunicação alternativa para compreensão e socialização com as pessoas de forma objetiva e simples.


A Terapia Ocupacional está além das deficiências, nos nossos atendimentos pensamos de forma holística em como melhorar, manter ou promover o desenvolvimento das competências motoras, cognitivo-perceptivas sensoriais, treino das atividades de vida diária, mudanças no ambiente ou na rotina, orientação aos pais quanto às melhores posturas e estratégias facilitadoras para um bom desempenho ocupacional nas diferentes atividades da criança.


Durante a avaliação, a construção do plano terapêutico e da abordagem clínica, nós atuamos com as intervenções de abordagem sensórias motora, nos casos de estimulação precoce usamos o método Bobath, integração sensorial dos mais novos (os bebês) aos mais velhos, abordagem da psicomotricidade para trabalhar as questões do “eu” no espaço e no ambiente que se encontra e atividades adaptativas com ou sem recursos da Tecnologia Assistiva. Pensando sempre no conforto, comodidade, desempenho e funcionalidade da criança na execução de forma autônoma, livre e acessível.


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Jaqueline Mourão, Terapeuta Ocupacional,  graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizo atendimentos em crianças com sequelas neurológicas, síndrome de Down, autismo e atraso no desenvolvimento motor, cognitivo, sensorial e dificuldade de aprendizagem que dificulta o desempenho ocupacional na realização das atividades de vida diária. Durante os atendimentos sou adepta a prática da integração sensorial como técnica de estimulação e desenvolvimento do sistema vestibular, proprioceptivo e sensorial como forma de reduzir as sequelas e os estímulos exacerbados do meio. Faço parte do Movimento Pró vida, em defesa dos nascituros, da intra e pós uterina, desde a concepção até o nascimento e desenvolvimento do recêm –  nascido. Estou em constante defesa diante de apresentações e exposições orais da inclusão escolar e como a terapia ocupacional pode e deve colaborar e intervir durante o processo de inclusão escolar.

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