TDC - Transtorno da coordenação motora e de aprendizagem



Uma função do Terapeuta Ocupacional é observar como as pessoas desempenham suas tarefas diárias. Observar a prontidão com que o corpo, as pernas e as mãos se movem harmoniosamente.


Para algumas pessoas nem tudo é tão automático, coordenado e fácil. Tem dias que a azeitona voa para fora do prato, a salada cai no colo, um movimento brusco derruba a taça. Acidentes acontecem criando situações embaraçosas.


Mas quando o acidente é regra?


Crianças com problemas de coordenação motora são aquelas para as quais atividades simples como amarrar o cadarço, colocar comida no prato, vestir a roupa e escrever o nome são desafios constantes . Geralmente, essas crianças são descritas como desajeitadas, estabanadas, ou que "têm duas mãos esquerdas".Em geral são crianças inteligentes que passam despercebidas ao observador comum, mas não aos colegas, que inventam apelidos que podem marcar a vida escolar.


O diagnóstico de TDC é clínico, inclui crianças com graus variados de acometimento, mais que apresentam sinais de atraso motor e têm dificuldade para desempenhar atividades como jogar bola, pular corda, andar de bicicleta, escrever, recortar, dificuldade no manejo de botões e zíper.


Intervenção da Terapia Ocupacional:


Trabalhar a coordenação motora fina, exploração dos movimentos corporais amplos e finos. Atividades como quebra cabeça, alinhavo, pregadores, atividades bi manuais que auxiliem o uso para as atividades de vida diária.



Por

Jaqueline Mourão, Terapeuta Ocupacional,  graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizo atendimentos em crianças com sequelas neurológicas, síndrome de Down, autismo e atraso no desenvolvimento motor, cognitivo, sensorial e dificuldade de aprendizagem que dificulta o desempenho ocupacional na realização das atividades de vida diária. Durante os atendimentos sou adepta a prática da integração sensorial como técnica de estimulação e desenvolvimento do sistema vestibular, proprioceptivo e sensorial como forma de reduzir as sequelas e os estímulos exacerbados do meio. Faço parte do Movimento Pró vida, em defesa dos nascituros, da intra e pós uterina, desde a concepção até o nascimento e desenvolvimento do recêm –  nascido. Estou em constante defesa diante de apresentações e exposições orais da inclusão escolar e como a terapia ocupacional pode e deve colaborar e intervir durante o processo de inclusão escolar.

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